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Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento divulga mapa do aquecimento global
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da PrimaPagina
Paris, 02/02/2007 No Brasil, clima deve afetar mais Amazônia
Relatório das Nações Unidas indica que, na América do Sul, aquecimento global deve atingir principalmente a região amazônica
Na América do Sul, o aumento da temperatura do planeta deve afetar principalmente a Amazônia, indica o relatório divulgado nesta sexta-feira pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas.
O estudo, elaborado por 600 especialistas de 40 países, traz mapas com
projeções de mudanças no clima até 2090 que apontam que, em todos os
cenários, a Amazônia será a região sul-americana que deve sofrer com
mais intensidade os efeitos do aquecimento global.
Os mapas sugerem que uma área que abrange o norte da Bahia, todo o
sertão nordestino, boa parte dos Estados do Pará, do Amazonas e do Mato
Grosso pode ter um acréscimo de até 1,5 ºC na temperatura média entre
2020 e 2029. Esse mesmo cenário aponta que a temperatura da região pode
sofrer um aumento de até 3,5 ºC entre 2090 e 2099. Em outros dois
cenários, o clima da América do Sul varia de forma homogênea entre 2020
e 2029, com uma alta de 1 ºC. Entre 2090 e 2099, no entanto, o
aquecimento afetaria com maior intensidade o interior do continente. Entre 2020 e 2029  Entre 2090 e 2099  
O RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano) 2006,
lançado pelo PNUD no ano passado, já apontava que as alterações
climáticas decorrentes do aquecimento global deveriam atingir a
Amazônia. De acordo com o estudo, a região deve sofrer uma redução de
20% na disponibilidade de água.
Em todos os cenários traçados pelo painel intergovernamental, no
entanto, o Ártico será a área do planeta mais afetada e pode sofrer um
aumento de temperatura superior a 7,5 ºC entre 2090 e 2099. Na América
do Norte, a região dos grandes lagos deve concentrar as maiores
elevações na temperatura. Na África, o Saara e os países próximos à
África do Sul serão os mais afetados.
O relatório afirma que no planeta como um todo a temperatura subirá 1,8
ºC até 2100, na melhor das hipóteses. Na pior, o acréscimo pode ser de
4 ºC. Os efeitos desse aumento são desastrosos. Os especialistas
estimam que o nível dos oceanos pode subir de 18 a 59 centímetros, o
que acarretaria o desaparecimento de ilhas e áreas de plantio. Além
disso, o estudo prevê que tendem a ser mais freqüentes desastres
naturais como ondas de forte calor, secas, inundações, ciclones e
furacões.
Um dos destaques do relatório é que, pela primeira vez, a ONU afirma
que o aquecimento do planeta se deve à ação do homem. Segundo o estudo,
é de 90% a probabilidade de que as mudanças no clima sejam resultado
das emissões de gás carbônico provocadas por atividade humana.
Créditos:
MIRANDA, E. E. de; COUTINHO, A. C. (Coord.). *Brasil Visto do Espaço.* Campinas: Embrapa Monitoramento por Satélite, 2004.
Disponível em: http://www.cdbrasil.cnpm.embrapa.br
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